Sara Loios - Psicologa Clinica, Life Coach, Terapeuta Familiar e de Casal
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Blog de Psicologia e Coaching
​ “Palavras que Libertam”

A Ansiedade de separação (Parte III)

16/10/2019

1 Comment

 

O (Difícil) Processo de separação dos pais


Após a leitura do artigo - A Ansiedade Infantil - O meu filho está sempre preocupado. Será normal? (Parte II).
Podemos concluir que a ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão e angústia, caracterizado por tensão ou desconforto, derivado da antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho.
A ansiedade da separação

O facto da infância e da adolescência serem períodos caracterizados por grandes e impactantes mudanças físicas e psicológicas, torna natural que as crianças e jovens experimentem diferentes níveis de stress face a todos os novos desafios que estas novas mudanças acarretam.
No entanto, algumas destas crianças e jovens não são capazes de atingir um ajustamento psicossocial saudável, podendo apresentar diferentes perturbações ou sintomatologias, como a ansiedade, que podem influenciar o seu desenvolvimento e funcionamento nos vários contextos onde se encontram inseridas, nomeadamente familiar, escolar e social.

Para a maioria das crianças e dos adolescentes, a ansiedade é uma experiência comum, funcional e transitória


Através do qual o nosso organismo se adapta normalmente às diversas situações.
No entanto, esta ansiedade pode aumentar de intensidade e tornar-se, muitas vezes, exagerada ou desproporcional em relação ao estímulo, interferindo na qualidade de vida ou desempenho diário da criança ou jovem.
No que diz respeito à frequência das perturbações ansiosas nestas faixas etárias, o Transtorno de Ansiedade de Separação (TAS) abrange aproximadamente metade dos casos ansiedade, revelando ser a manifestação ansiosa mais frequente.
transtorno de ansiedade de separação

​De acordo com a literatura, o transtorno de ansiedade de separação é caraterizado por uma ansiedade excessiva em relação ao afastamento dos pais ou outros cuidadores, que persiste, no mínimo, por quatro semanas, causando sofrimento intenso e prejuízos significativos em diferentes áreas da vida da criança ou jovem.
Quando a criança percebe que os seus pais têm de se ir embora, são comuns algumas manifestações físicas, tais como dôr abdominal, dôr de cabeça, náuseas e vómitos.
Sintomas como tonturas, palpitações e sensação de desmaio são mais comuns em crianças um pouco maiores.
É certo que o desenvolvimento infantil prevê etapas em que é expectável que a criança manifeste ansiedade ao afastar-se das suas figuras de referência, como por exemplo, chorar quando a mãe se afasta ou quando está na presença de uma pessoa estranha. No entanto, quando estamos na presença do transtorno de ansiedade de separação, estas vivências intensificam-se drasticamente e expressam-se em situações onde o afastamento não justifica a intensidade do comportamento ansioso.

E porque razão isto acontece e a criança não consegue gerir de forma autónoma estes sentimentos?


A origem do transtorno de ansiedade de separação é complexa. Diferentes estudos demonstram que tanto fatores biológicos (ex. genéticos, psicológicos, neurológicos), como ambientais (ex. relacionados com a família, experiências precoces, caraterísticas do temperamento da criança, relação com a escola) desempenham determinada influência:
  • Genéticos: crianças com pais ansiosos têm uma maior probabilidade de apresentar um transtorno de ansiedade;
  • Psicológicos: Dificuldade ao nível do reconhecimento e gestão das próprias emoções, interferindo na capacidade que a criança ou jovem acredita ter para lidar com as ameaças percebidas;
  • Relacionados com a família: baixo afeto e envolvimento entre pais e filhos; comportamentos parentais que desencorajam a autonomia da criança; pais superprotetores, vinculação insegura (sobretudo com a mãe;divergência parental; separação ou divórcio; gravidez da mãe ou nascimento de um irmão; doença física ou psicológica de algum dos pais.
Dificuldade ao nível do reconhecimento
Comportamentos parentais
No entanto, na maioria dos casos, a perturbação desenvolve-se após alguma situação de stress, tipicamente uma perda, a morte de um familiar ou de um animal de estimação, de uma doença da criança ou de um familiar, de uma alteração no ambiente da criança, como uma mudança de escola ou para uma nova casa.

Em comparação com os adultos, as crianças pequenas revelam uma maior dificuldade em reconhecer os seus medos como exagerados ou irracionais.


E de facto, a ansiedade nestas faixas etárias pode mesmo causar um grande sofrimento psíquico entre as crianças, justamente por não conseguirem expressar e entender os seus sentimentos, as suas emoções e as suas aflições.

Da separação dos pais ao desenvolvimento da individualidade


A consolidação do nosso self, exige a interiorização de objetos internos constantes e seguros, ou seja, a compreensão de que os objetos existem independentemente das nossas interações sensoriais ou motoras com eles.
​No caso dos pais​, que a criança adquira a capacidade de perceber que os pais mesmo não estando lá fisicamente, continuam a existir.
da separacao dos pais ao desenvolvimento individual

Esta capacidade desenvolve-se através de uma relação satisfatória com a mãe, que possibilite a construção de uma realidade que permita a progressiva diferenciação e autonomia em relação ao outro e à realidade externa.
​A separação da mãe é tanto mais tolerável quanto maior confiança esta tiver a capacidade de transmitir ao seu bebé, como por exemplo, pela partilha de momentos e experiências afetivas satisfatórias.
Se isto não acontecer, porque a relação inicial foi insatisfatória, mantêm-se ativas angústias que revelam a insegurança e a fragilidade do self.

A permanência da angústia de separação a partir dos 3 anos é sinal de que este processo de desenvolvimento não está a ocorrer com segurança no sentido da individualidade. 


 ​Algumas características:
  • Sentem-se pouco à vontade quando se deslocam sozinhas, afastando-se de casa ou de lugares familiares;
  • Podem recusar-se a dormir em casa de amigos, a fazer recados ou a ir à escola;
  • Podem ser incapazes de permanecer sozinhas num quarto;
  • Podem apresentar um comportamento “adesivo”, seguindo os pais para todo o lado;
  • São comuns queixas físicas como dores de cabeça ou vómitos quando se prevêm que irá ocorrer uma separação;
  • Grande preocupação com medos relacionados a acidentes, doenças ou morte daqueles a quem estão vinculados;
  • ​Expressam medo de se perderem e nunca mais encontrarem os pais;
  • Revelam medo de animais, monstros e situações que possam pôr em perigo a integridade familiar;
  • Medos exagerados de ladrões, acidentes de automóvel ou viagens em algum meio de transporte;
  • Dificuldades em adormecer de forma autónoma;
  • Saudade aguda e mal-estar quando estão longe de casa;
  • Está muitas vezes presente humor deprimido;
  • São crianças frequentemente descritas como exigentes, intrometidas e com necessidade constante de atenção.
perceber melhor as suas sensações e emoções

​ As crianças que sofrem com o transtorno de ansiedade de separação, anseiam por voltar para casa e fantasiam o reencontro com os seus familiares.
Quando não se encontram na presença de alguém próximo de si, podem apresentar episódios de retraimento social, apatia, tristeza ou dificuldades de concentração.
Reforço que estas sensações são manifestações de que a nossa mente pode estar perturbada, devendo-se, assim, procurar a origem e causas dos problemas que “estão invariavelmente ligadas às relações sociais e de vinculação”.
Uma avaliação rigorosa da situação e a intervenção por um técnico especializado, permite que a criança comece a perceber melhor as suas sensações e emoções, sendo gradualmente cada vez mais capaz de geri-las de forma autónoma

Estudos apontam que a presença de ansiedade de separação na infância é um fator de risco para o desenvolvimento de alguns transtornos de ansiedade na vida adulta


Pelo que quanto mais precocemente a situação for identificada e trabalhada, mais feliz será o seu filho e mais fácil será a transição para a vida adulta.
Intervenha hoje no que é importante, evitando que se torne urgente.
Se precisar de ajuda, contacte!
Dra. Sara Loios - Psicóloga Clínica, Life Coach, Terapeuta Familiar e de Casal
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Sobre a Dra. Sara Loios

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Artigo desenvolvido em parceria com
​Learn2Be - Clínica de Psicologia e Coaching
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15/10/2024 03:55:22 pm

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    AUTORA: 
    Dra. ​SARA LOIOS

    Psicóloga Clínica, Coach, Mestre em Terapia Familiar e de Casal. Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. 


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